A partida, filme japonês dirigido por Yojiro Takita, é o que de melhor vi no cinema nos últimos tempos. A despeito do Oscar de melhor filme estrangeiro, o filme esteve em poucas salas e deve sair logo de cartaz. Também a despeito do Oscar, é um filme lindíssimo: poético, inteligente, belos planos, engraçado e triste. Impecável.
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A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele, é um filme interessante. É compreensível que tenha participado da mostra “Um certo olhar” no Festival de Cannes do ano passado. A direção é corajosa e extremamente autoral. Os primeiros planos, sobretudo de corpos – muitas vezes cortados –, só aparentemente escondem (na verdade, revelam) a plenitude do rio, o colorido da terra, o mistério da morte.
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Apenas o fim, do jovem Matheus Souza, tem bons momentos. Apesar da descomunal diferença entre os recursos, lida com muito mais desenvoltura do que Budapeste com a metalinguagem. E deixa, para os jovens criadores, um sopro de esperança que diz: “é possível”.
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A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele, é um filme interessante. É compreensível que tenha participado da mostra “Um certo olhar” no Festival de Cannes do ano passado. A direção é corajosa e extremamente autoral. Os primeiros planos, sobretudo de corpos – muitas vezes cortados –, só aparentemente escondem (na verdade, revelam) a plenitude do rio, o colorido da terra, o mistério da morte.
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Apenas o fim, do jovem Matheus Souza, tem bons momentos. Apesar da descomunal diferença entre os recursos, lida com muito mais desenvoltura do que Budapeste com a metalinguagem. E deixa, para os jovens criadores, um sopro de esperança que diz: “é possível”.
3 comentários:
senti falta aqui do adocicado caramelo libanes!
Não tinha pensado na relação com budabeste do Apenas um fim, mas tem toda razão.
O q eu quis dizer com o non sense ficar em segundo plano foi q ele não é tão importante assim. Não a linguagem, os flashback e tal. Eu estava me referindo à empresa que apaga memórias. Algo muito fictício mas passa quase que plausível, diante da história muito mais forte por trás.
Não sei se fui claro, mas foi o q eu quis dizer... rs
q bom q gostou do texto.
Bjo
flor, eu falei, assim que saímos do filme, e falando mal de budapeste (pra variar), que o moleque tinha conseguido lidar com isso muito melhor e tal, não lembra? caramelo tem a força (em uitos sentidos) da personagem principal - que depois fomos descobrir ser a diretora. oh! é um bom filme, caramelo, né?
fê, mas justamente. a "história muito mais forte por trás" é cheia desses nonsenses (só que a gente não perecebe), não acha? acho que o movimento do filme não é mesmo puxar para a ficção científica (concordamos nisso). mas, ao dialogar com a ficção científica, o filme retrata com perfeição a realidade.
bjs aos dois!
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