Canção da "Legião Urbana" é trilha sonora deste conto, no qual literatura e música se entrelaçam
Por Renato Tardivo
O elevador não demora a chegar. A porta abre, ela entra, a porta fecha. Impressionante o acabamento e a temperatura amena desses elevadores de hoje em dia, sobretudo quando comparados àqueles antigos, que davam trancos, com cheiro de carpete mofado. O prenúncio de prazer que ela experimenta ao adentrar o elevador, entretanto, é bruscamente interrompido (um tranco) no momento em que depara com uma, duas, três imagens de si mesma – e basta; porque, com medo, desvia os olhos dos espelhos que ocupam quatro faces do elevador – três laterais, uma no teto. Mas a reação lhe parece patética. Ela então levanta a cabeça em sinal de autorrepreensão, e focaliza a placa com os dizeres “Para a sua segurança, as imagens estão sendo filmadas”. Que para a minha segurança, que nada!, ela pensa, agora profundamente irritada. Essas câmeras se prestam justamente ao contrário, conclui, quase acadêmica. “Cuidado: todas as imagens podem ser usadas contra você” – em letras garrafais – é o que deveria estar escrito.
(...)
Para ler o conto na íntegra, clique aqui
Fonte: Portal Cronópios - http://www.cronopios.com.br


1 comentários:
Renato,
acredito que o acaso é tão somente uma opção adotada pelo destino de deixar para trãs a conotação que a ele atribuimos de finalizador e pai optando por não optar.
Como não poderia deixar de ser inspirei-me em Sartre pela enésima vez ...
Ao abrir o mailing q vc me mandou fui ao portal cronópios e vi sua entrevista ( como sou fã incondicional do belo e da arte de ser, diferente não seria ...), amei as colocações e fui pesquisar algo que em mim muito calou.
Gostaria de compartilhar: encontrei um trecho do filme Lavoura Arcaica com narração de Raul Cortez e gostaria de citá-lo como um rompante de última solução para aqueles que se acham em posição indissolúvel.
" ... A justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas ..."
Bjos.
Sandra Casado.
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